quarta-feira, 26 de abril de 2017

Reencontrado um Passado Feliz

Lá pelos idos de 2013, inspirada pelo livro Jogue Fora 50 Coisas, de Gail Blanke (que não inclui somente descartes, mas também venda e doações), eu decidi que naquele ano iria tirar meus velhos brinquedos do armário para vendê-los. Naquela altura, já tinham virado antiguidade e certamente eu conseguiria um bom dinheiro com eles.

Saindo da caixa

Foi o que fiz bem, a parte de tirá-los das caixas e sacos pretos em que estavam acondicionado há anos pelo menos; (muito) de vez em quando eu abria tudo para uma sessão de recordação, mas desta vez era para a despedida final. Cheguei a colocar uma fileira de bonecas no sofá da sala e a telefonar para uma loja que compra brinquedos antigos e também mandei e-mails para colecionadores dizendo que eu gostaria de vender os meus móveis da Susi, por exemplo. Então... eu não consegui.

Me apaixonei outra vez por aqueles velhos companheiros de infância, desta vez de uma maneira diferente; não brinco mais com eles, mas é um prazer limpá-los, deixá-los expostos para poderem ser vistos, pesquisar sobre eles, comentar sobre eles.

O resto é história...

Obs.: Abençoada seja minha mãe que não doou muitos dos brinquedos e bonecas que eu tive quando criança (eu tive muitos, era filha única); por mim, tinha ido tudo embora, exceto a minha amada Soneca.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sapeca, da Estrela

A boneca Sapeca 24 cm olhos pintados, cabelos enraizados, cabeça e braços de vi-vinil, corpo e pernas de plastiflex foi lançada com roupinhas normais variadas, além de diversas temáticas:
  1. Baiana Jambo (1965)
  2. Cantor de Iê-Iê-Iê (1967)
  3. Chapéuzinho Vermelho (1965)
  4. Cowboy (1965)
  5. Empregada (1965)
  6. Hawaiana (1967)
  7. Neguinha (1965)
  8. Palhaço (mais de uma versão; 1965, 1967)
  9. Tirolês (1965)
  10. Tirolesa (1965)
Todas vinham com sapatos pretos, com exceção da Neguinha e as versões "menina" que vinham descalças, e a Baiana Jambo e Hawaiana, que usavam sandálias. fonte: blog Ana Caldatto
 
A Sapeca  Big Eyes  foi licenciada para a Estrela pela Modern Toys/Masudaya, fábrica japonesa famosa pelos seus brinquedos mecânicos movidos à pilha (veja Happy Doggie, Clown and Lion, Mischief Monkey, Western Express Locomotive e Western Special Locomotive).

Na minha infância, tive três Sapecas: a Chapéuzinho Vermelho, a Palhaço (1967) e o Cantor de Iê-Iê-Iê. Como acabei me apaixonando pelas Sapecas, recentemente (2017), adquiri novas bonequinhas: a Cowboy, a Tirolesa, uma outra versão de Palhaço e a Neguinha.

Obs.: Existe uma outra boneca da Estrela chamada Sapeca, lançada nos anos 1980.
 

SAPECA PALHAÇO

Esta eu ganhei quando era criança; sua roupinha está puída e desbotada, mas ainda com os sapatos pretos, o chapéu e a gola de renda. Tem dois pompons, um no chapéu e outro na roupa  está faltando um na roupa, segundo a foto do Catálogo: a boneca está no catálogo da Estrela de 1967. Tem a palavra Estrela gravada na nuca e apenas ele tem  além da maquiagem de palhaço  os olhos pintados centrados, sem aquele olharzinho "sapeca", de soslaio, de todas as outras bonecas da coleção.

Em 2015, consegui uma outra Sapeca palhaço: roupinha perfeita, sem rasgos, mas sem a gola, o chapéu e os pompons. 



 Sapeca Palhaço no quarto dos meus pais
com outros presentes (meu aniversário, 1967).
Dá para ver que na roupa tinha 2 pompons.


Curiosidade: palhaço usando uma
roupinha com o mesmo padrão.
Fonte: By Patrice




SAPECA CHAPÉUZINHO VERMELHO

Esta eu também ganhei na infância; está toda original, mas falta sua cestinha amarela com flores. Ela não tem a palavra Estrela gravada na nuca. A perna direita eu quebrei ao manuseá-la alguns anos atrás. Ela aparece em 2 catálogos da Estrela (1965 e 1967).



SAPECA CANTOR DE IÊ-IÊ-IÊ

Outra da minha infância; chamava-o de Guitarrista até descobrir seu nome oficial (catálogo Estrela 1967*). Iê-Iê-Iê era o rock brasileiro nos anos 1960.

Os sapatos originais se foram, não lembro o que aconteceu, mas em 2017 consegui um par "novo" original. A guitarra é de madeira e uma cordinha preta serve como correia.

*Blog Ana Caldatto 



Propaganda da Estrela na revista Claudia:
Monte-Bras, Glu-glu, Sapeca Cantor


SAPECA COWBOY

Esta eu consegui em 2017 (com a caixa!); ela aparece no catálogo de 1965 da Estrela.



O chapéu de Xerife



SAPECA TIROLESA

Outra que consegui em 2017: ela tem a marca Estrela na nuca. Está toda original, como aparece nos catálogos de 1965 e 1967:




SAPECA NEGUINHA

Outra que consegui em 2017! A boneca tem a marca Estrela na nuca e aparece no catálogo de 1965. Estão faltando o saiote vermelho e o laço de fita no cabelo, também vermelho; mas os brincos sobreviveram.



 
SAPECA PALHAÇO

É uma outra versão do Palhaço, este com suspensórios, com uma roupa semelhante ao de uma outra Palhaço que aparece no catálogo de 1965 da Estrela:



Esta é a japonesa Big Eyes
(foto da Internet)
 

A outra Sapeca
(foto da Internet)



domingo, 9 de abril de 2017

Para Que Servem os Agasalhos...

Eu era criança, mas já achava isso engraçadamente verdadeiro... até rasguei esta parte da revista e guardei:


Agasalho
Substantivo masculino
Agasalho é uma peça de vestuário que as crianças usam quando as mães têm frio...

Prestem atenção:  

Peça de vestuário que as crianças usam quando AS MÃES têm frio!

Gostaria de saber o nome da revista, era bem legal, tinha a Recreio e esta... mas não consigo lembrar o nome dela de jeito nenhum!

Mobiliário Para Bebês Anos 60

Um pouco sobre o mobiliário para bebês nos anos 60...

Este catálogo da fábrica Zeus (“Móveis Tubulares Para se Bebê”)




mostra alguns dos itens comprados pelos meus pais para mim: o berço, o carrinho (de Luxo!), a cadeirinha (adaptável para carro) e o cercado (portátil); eu lembro bem da cadeirinha, brinquei muito com ela com minhas bonecas, e o cercado por muitos anos serviu para guardar meus brinquedos...


Os mesmos itens apareceram na revista Futura Mamãe #44 (edição especial de Manequim), da Editora Abril, na matéria “Idéias Confortáveis”:







quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Programa da Peça O Casaco Encantado - 1968

A peça infantil O Caso Encantado, de Lúcia Benedetti, foi encenada no Teatro Guaíra de Curitiba em 1968 e eu nunca esqueci os versos

Mexe mexe caldeirão
Quem tomar dessa bebida
Terá vida até morrer!





terça-feira, 19 de abril de 2016

Tippy, da Schuco

Este cachorrinho eu achei no Mercado Livre quando estava procurando o Electro-Submarino; comprei para minha coleção "canina" (não foi um brinquedo de infância).

Ele é o Tippy 990 (fabricado pela Schuco nos anos 1930 ou 1950, dependendo da fonte), movido à corda, 12 cm – está funcionando (veio sem a corda, mas eu tinha uma remanescente dos velhos tempos); quando colocado no chão, anda em círculos.

Estão faltando sua roupinha (padrão escocês), as orelhas, o rabinho, a linguinha de fora, parte do revestimento de feltro da cabeça e os pelos das perninhas. Tippy vinha também com uma bolinha unida ao focinho por um arame, dando a impressão que o Scottish Terrier corria atrás dela quando funcionando. E mais: a bolinha vinha com números impressos na parte de cima e desenhos de dados; uma seta na parte amarela da bola indicava um determinado número quando o cachorrinho parava de girar era o cachorro da sorte (inclusive na sua caixa existia a figura de um trevo)! Também foi lançado nas versões Fox Terrier e Spaniel.






Improvisei - não reformo
brinquedos e não sei costurar...


 

Foto da Internet

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Electro-Submarino, da Schuco

Eu tive este submarino alemão quando criança; lata e plástico, modelo 5552, 30 cm, movido à pilha. Estão faltando 3 peças de plástico. O brinquedo deveria funcionar debaixo d'água, mas pelo que me recordo isso nunca aconteceu...

Achei aqui no Brasil, mesmo; os anunciados no eBay (ainda que em melhor estado e com a caixa) são caríssimos! Mas consegui no site uma reprodução alemã da caixa do brinquedo por um bom preço. Tenho outro brinquedo da Schuco.

Schuco

A história deste fabricante de brinquedos de lata começa quando a Schreyer & Company foi fundada em 1912 por Heinrich Muller e Heinrich Schreyer em Nuremberg, Alemanha. Dois anos depois, no entanto, a fábrica fechou, quando os fundadores foram convocados para o serviço militar durante a Primeira Guerra Mundial.

Acabada a Guerra, Schreyer deixa o negócio e Muller se associa a Adolf Kahn; em 1921, Schuco - uma abreviatura do nome da empresa (Schreyer und Company) - passa a ser a marca oficial.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a fábrica foi novamente fechada; Kahn, por ser judeu, foge para o Reino Unido e, em seguida, para os EUA, onde fica responsável pela distribuição dos brinquedos Schuco no país, bem como para o Canadá.

Em 1958, Muller morre e seu filho Werner assume o negócio. Por causa da forte concorrência em meados da década de 1970, a Schuco fecha suas portas e a marca é vendida para a fabricante americana Louis Marx and Company (1919-1978), que mais tarde repassa para a alemã Gama (Georg Adam Mangold) fabricante de carros modelo.   Fonte

YouTube







Reprodução da caixa





Foto Internet
aqui aparecem as peças de plástico que faltam