terça-feira, 30 de maio de 2017

Meu Bebê, da Estrela

Outro reencontro: o Meu Bebê (versão menino) da Estrela voltou para casa! Eu tive este boneco e o chamava de "Lee"; não tenho a menor ideia porque, não lembro de nada, não sei se fui eu que batizei ou se foi algum adulto. Coincidentemente, eu também chamava a versão menina (que também tive) por um nome "alternativo": Elizabeth.

O mais interessante do Meu Bebê (59 cm) é que ele apesar do nome não tem nada de bebê, pelo contrário: é um menino elegantemente vestido (sempre de calção curto), de chapéuzinho, como se estivesse indo para a missa ou algum outro compromisso importante que as crianças costumavam ir nos anos 1960. O meu era lindo! Seus cabelos são moldados a menina tem cabelos enraizados.

Este que consegui agora chegou com o corpinho e parte de uma perna estraçalhados segundo o catálogo, de "plástico inquebrável", mas que não aguentou a passagem do tempo; colei o que pude e reforcei com fita crepe... Mas de resto, está perfeito, o lindo rostinho e os grandes olhos azuis e a roupinha (acho que) original, com meias e sapatinhos; o chapéuzinho é o mesmo que o meu tinha, lembro tão bem dele! É um boneco muito raro e só mesmo comprando meio sucateado, pois os em perfeita condição (e eu já vi 2 à venda) estão com preço muito alto. Veio com a caixa, mais ou menos inteira e recapada em algumas partes, mas ainda com a etiqueta colada.

Uma caixa da boneca Meu Bebê acabou sobrevivendo (era usada pela minha mãe para guardar trecos), que sorte! É a da menina pela etiqueta colada nela, mas para as duas versões a caixa era a mesma.

A Estrela tinha uma outra boneca muito parecida com o Meu Bebê, até no nome: a Meu Amor (também em versões menina e menino), mas era menor: 49 cm e sua caixa tinha "janela de acetato transparente".





Etiqueta da caixa que ficou;
data carimbada: 5 NOV 1962

Etiqueta da caixa "nova"
data carimbada: 9 SET 1964

Meu "Lee" e minha "Elizabeth"

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Brinquedos Improvisados

CHAVEIROS

Eu gostava muito de brincar com minha coleção de chaveiros.

LÁPIS DE COR

Além das minhas bonecas e brinquedos, brincava até com lápis de cor  como eram de diversas cores e tamanhos (novos e os mais gastos), eu formava famílias com eles e "desenhava" uma casa (planta) no tapete da sala com tiras de papel ou com os lápis mesmo, tipo planta baixa, e brincava de casinha.

BOLAS COLORIDAS

Bolas coloridas da Estrela, minha bola do Topo Gigio amarela, de diversos tamanhos? Outra "família" que eu levava para passear pela casa (com a ajuda de uma vara qualquer). Era uma maravilha ver elas rolando as escadas.

BATATA CRUA

Amei quando nossa empregada doméstica (a querida Ziza), que no final dos anos 1960 já tinha quase 50 anos, me ensinou a montar bichinhos usando batatas cruas e palitos, como ela fazia na infância humilde dela.

CONCHINHAS

Também catava conchinhas na praia e brincava com elas. EU CATEI AS MINHAS NOS ANOS 1970!!!

OBSERVAÇÃO: No Brasil, coletar conchinhas, areia ou corais é considerado crime ambiental sob a Lei de Crimes Ambientais. Retirar esses elementos desequilibra o ecossistema, pois eles servem de abrigo para animais e ajudam a prevenir a erosão. A Lei nº 9.605/1998 proíbe coletar, apanhar ou guardar espécimes da fauna silvestre (vivos ou mortos) e seus produtos sem autorização, com penas que variam de detenção a multa.

Conchinhas do litoral de Santa Catarina


Chaveiros
(clique para aumentar)


Bichinho de batata da Ziza


Esta canequinha
era da Ziza; muito antiga


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Apenas Para Meninos

Só que não!

Eu tive alguns brinquedos “para meninos”, que eu adorava tanto quanto minhas bonecas e posso fazer uma lista deles de memória – 1 pistola de água laranja, 2 arcos-e-flecha, 1 trem, um caminhão de bombeiros (vermelho, é claro), 2 carrinhos Matchbox (este lembro que tive, mas de jeito nenhum posso lembrar que modelos, mesmo que apareçam na minha frente), um posto de gasolina de 2 andares com rampa (nunca encontrei na net, era lindo!), 1 robô, 1 autorama Fittipaldi e, se não estou imaginando muito, 1 metralhadora cheia de luzes coloridas, tipo de ficção científica... detalhe: nem eu nem meus amigos e primos viramos bandidos por causa disso.

Mas o que eu mais gostava eram os bonequinhos – índios e mocinhos – cavalos, carrocinhas e tendas e hoje finalmente consegui determinar quais brinquedos eu tive, usando a memória e com uma ajudinha da nota fiscal (!) e uma foto de Natal.

Quando mais velha, eu pedia pelos brinquedos – lembro de ter escolhido a Mãezinha, a Tippy, Topo Gigio, Manequinho, Aristogatas, Feijãozinho e cartelas variadas com roupinhas e acessórios da Susi, por exemplo; muitas vezes ia com minha mãe na loja para comprar os presentes de aniversário e de Natal (acho que nunca acreditei que era o Papai Noel que trazia os presentes – apesar de gostar muito dele).

Mas com 3 ou 4 anos, acho que ainda não “exigia” nada e os presentes eram escolhidos pelos meus pais e tios. Então, no Natal de 1967, eu ganhei dois “brinquedos de menino”: a Caravana Casablanca e o Acampamento Apache* (também da Casablanca) que foram comprados em 1966 (acho que meus pais faziam estoque, foi o que concluí cruzando fotos e notas fiscais).

Descobri os nomes deles por causa da nota fiscal que minha mãe guardou (ela costumava guardar muita papelada!)


A Caravana Casablanca
(atrás do ursão de pelúcia)
Natal de 1967




Mas nunca esqueci de nenhuma peça dos kits: as lindas carrocinhas de madeira com toldo de pano branco e rodas de plástico, os cavalos, o cacto, as “toras” e os suportes para fazer a cerquinha, as tendas dos índios, o mini-rifle que vinha dentro de uma caixinha marrom. Os mocinhos e os índios eu poderia reconhecer um ou outro se aparecessem na minha frente, como já aconteceu.


Tudo foi dado para um primo mais novo e hoje você acha uma carroça avulsa com cavalos na caixa à venda por R$ 2.200,00 ou um rifle minúsculo por mais de 200 (os originais da Casablanca; os brinquedos da Gulliver são bem mais baratos)! Então, para mim agora só resta comprar sucata para ter pelo menos uma lembrança física do brinquedo, o que eu fiz com algumas figuras e tinha menino ruim, nossa, todos cortados com tesoura (acho)! Elas eram pintadas à mão:

5 índios Apaches
1 cowboy (#11 do catálogo da Casablanca)




Nunca gostei de faroeste, mas gostava muito do Cabo Rusty e do Rin Tin Tin (tenho os DVDs), mas destes não tive nenhum brinquedo.



quarta-feira, 17 de maio de 2017

Achocolatados Muki e Nescau

Nem lembro se o achocolatado era bom, mas amava os Muki-Toons! Vinham personagens para transferir para um cenário; o meu que guardei é o fundo do mar.

 Muki-Toons:
O Pato Donald 1.126
Mônica 38
Cebolinha
Junho 1973

Ioiô Muki:
O Pato Donald 1.158
Janeiro 1974

Este eu guardei

O Nescau também dava brindes:
a Turma do Asterix apareceu nas tampas
das latas (Idéiafix, Asterix e Chefe)
 e em uma régua de 20 cm (Obelix e Asterix)


domingo, 7 de maio de 2017

Propagandas Antigas

Matte Leão é uma marca de chá de erva-mate criada em 1901; era o carro chefe da Leão Junior S.A., empresa fundada em 1901 por Leão Junior na cidade de Curitiba. Foi comprada pela Coca-Cola em 2007.

O Pato Donald 1320
25/2/1977

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Reencontrado um Passado Feliz

Lá pelos idos de 2013, inspirada pelo livro Jogue Fora 50 Coisas, de Gail Blanke (que não inclui somente descartes, mas também venda e doações), eu decidi que naquele ano iria tirar meus velhos brinquedos do armário para vendê-los. Naquela altura, já tinham virado antiguidade e certamente eu conseguiria um bom dinheiro com eles.

Saindo da caixa

Foi o que fiz bem, a parte de tirá-los das caixas e sacos pretos em que estavam acondicionado há anos pelo menos; (muito) de vez em quando eu abria tudo para uma sessão de recordação, mas desta vez era para a despedida final. Cheguei a colocar uma fileira de bonecas no sofá da sala e a telefonar para uma loja que compra brinquedos antigos e também mandei e-mails para colecionadores dizendo que eu gostaria de vender os meus móveis da Susi, por exemplo. Então... eu não consegui.

Me apaixonei outra vez por aqueles velhos companheiros de infância, desta vez de uma maneira diferente; não brinco mais com eles, mas é um prazer limpá-los, deixá-los expostos para poderem ser vistos, pesquisar sobre eles, comentar sobre eles.

O resto é história...

Obs.: Abençoada seja minha mãe que não doou muitos dos brinquedos e bonecas que eu tive quando criança (eu tive muitos, era filha única); por mim, tinha ido tudo embora, exceto a minha amada Soneca.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sapeca, da Estrela

A boneca Sapeca 24 cm olhos pintados, cabelos enraizados, cabeça e braços de vi-vinil, corpo e pernas de plastiflex foi lançada com roupinhas normais variadas, além de diversas temáticas:
  1. Baiana Jambo (1965)
  2. Cantor de Iê-Iê-Iê (1967)
  3. Chapéuzinho Vermelho (1965)
  4. Cowboy (1965)
  5. Empregada (1965)
  6. Hawaiana (1967)
  7. Neguinha (1965)
  8. Palhaço (mais de uma versão; 1965, 1967)
  9. Tirolês (1965)
  10. Tirolesa (1965)
Todas vinham com sapatos pretos, com exceção da Neguinha e as versões "menina" que vinham descalças, e a Baiana Jambo e Hawaiana, que usavam sandálias. fonte: blog Ana Caldatto
 
A Sapeca  Big Eyes  foi licenciada para a Estrela pela Modern Toys/Masudaya, fábrica japonesa famosa pelos seus brinquedos mecânicos movidos à pilha (veja Happy Doggie, Clown and Lion, Mischief Monkey, Western Express Locomotive e Western Special Locomotive).

Na minha infância, tive três Sapecas: a Chapéuzinho Vermelho, a Palhaço (1967) e o Cantor de Iê-Iê-Iê. Como acabei me apaixonando pelas Sapecas, recentemente (2017), adquiri novas bonequinhas: a Cowboy, a Tirolesa, uma outra versão de Palhaço e a Neguinha.

Obs.: Existe uma outra boneca da Estrela chamada Sapeca, lançada nos anos 1980.
 

SAPECA PALHAÇO

Esta eu ganhei quando era criança; sua roupinha está puída e desbotada, mas ainda com os sapatos pretos, o chapéu e a gola de renda. Tem dois pompons, um no chapéu e outro na roupa  está faltando um na roupa, segundo a foto do Catálogo: a boneca está no catálogo da Estrela de 1967. Tem a palavra Estrela gravada na nuca e apenas ele tem  além da maquiagem de palhaço  os olhos pintados centrados, sem aquele olharzinho "sapeca", de soslaio, de todas as outras bonecas da coleção.

Em 2015, consegui uma outra Sapeca palhaço: roupinha perfeita, sem rasgos, mas sem a gola, o chapéu e os pompons. 



 Sapeca Palhaço no quarto dos meus pais
com outros presentes (meu aniversário, 1967).
Dá para ver que na roupa tinha 2 pompons.


Curiosidade: palhaço usando uma
roupinha com o mesmo padrão.
Fonte: By Patrice




SAPECA CHAPÉUZINHO VERMELHO

Esta eu também ganhei na infância; está toda original, mas falta sua cestinha amarela com flores. Ela não tem a palavra Estrela gravada na nuca. A perna direita eu quebrei ao manuseá-la alguns anos atrás. Ela aparece em 2 catálogos da Estrela (1965 e 1967).



SAPECA CANTOR DE IÊ-IÊ-IÊ

Outra da minha infância; chamava-o de Guitarrista até descobrir seu nome oficial (catálogo Estrela 1967*). Iê-Iê-Iê era o rock brasileiro nos anos 1960.

Os sapatos originais se foram, não lembro o que aconteceu, mas em 2017 consegui um par "novo" original. A guitarra é de madeira e uma cordinha preta serve como correia.

*Blog Ana Caldatto 



Propaganda da Estrela na revista Claudia:
Monte-Bras, Glu-glu, Sapeca Cantor


SAPECA COWBOY

Esta eu consegui em 2017 (com a caixa!); ela aparece no catálogo de 1965 da Estrela.



O chapéu de Xerife



SAPECA TIROLESA

Outra que consegui em 2017: ela tem a marca Estrela na nuca. Está toda original, como aparece nos catálogos de 1965 e 1967:




SAPECA NEGUINHA

Outra que consegui em 2017! A boneca tem a marca Estrela na nuca e aparece no catálogo de 1965. Estão faltando o saiote vermelho e o laço de fita no cabelo, também vermelho; mas os brincos sobreviveram.



 
SAPECA PALHAÇO

É uma outra versão do Palhaço, este com suspensórios, com uma roupa semelhante ao de uma outra Palhaço que aparece no catálogo de 1965 da Estrela:



Esta é a japonesa Big Eyes
(foto da Internet)
 

A outra Sapeca
(foto da Internet)



domingo, 9 de abril de 2017

Para Que Servem os Agasalhos...

Eu era criança, mas já achava isso engraçadamente verdadeiro... até rasguei esta parte da revista e guardei:


Agasalho
Substantivo masculino
Agasalho é uma peça de vestuário que as crianças usam quando as mães têm frio...

Prestem atenção:  

Peça de vestuário que as crianças usam quando AS MÃES têm frio!

Gostaria de saber o nome da revista, era bem legal, tinha a Recreio e esta... mas não consigo lembrar o nome dela de jeito nenhum!

Mobiliário Para Bebês Anos 60

Um pouco sobre o mobiliário para bebês nos anos 60...

Este catálogo da fábrica Zeus (“Móveis Tubulares Para se Bebê”)




mostra alguns dos itens comprados pelos meus pais para mim: o berço, o carrinho (de Luxo!), a cadeirinha (adaptável para carro) e o cercado (portátil); eu lembro bem da cadeirinha, brinquei muito com ela com minhas bonecas, e o cercado por muitos anos serviu para guardar meus brinquedos...


Os mesmos itens apareceram na revista Futura Mamãe #44 (edição especial de Manequim), da Editora Abril, na matéria “Idéias Confortáveis”: