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sábado, 22 de julho de 2023

CULTURA RIQUÍSSIMA A CUSTO QUASE ZERO, uma história de fabricação caseira de brinquedos, por Adelmo Falcão

Há alguns meses (e já peço desculpas pela demora em postar) recebi um e-mail do alagoano Adelmo Falcão contando a história de sua infância (anos 1960). O ponto mais interessante era que ele e seus amigos fabricavam seus próprios caminhõezinhos!

Adelmo conta em detalhes a fabricação destes brinquedos de madeira no livrinho Cultura Riquíssima a Custo Quase Zero; uma leitura bastante interessante, que mostra a criatividade dos meninos e com certeza é uma parte importante da cultura da infância das crianças dos anos 1960. O e-mail dele é este: adelmoemilio@gmail.com. O livro está em PDF e eu não consigo postar aqui, mas acredito que Adelmo ficará feliz em compartilhar seu trabalho; vale a pena conferir: o texto é detalhado (com todas as etapas da montagem dos caminhõezinhos) e com muitas fotos para referência.

Brincar de fabricar nossos caminhões…

A madeira? Naquela época, havia um caminhão que vendia maçãs lá na praia da Avenida, próximo à Praça Sinimbu. Essas maçãs eram da Argentina e vinham embaladas em caixotes de madeira. Ocorre que após vendidas as maçãs, o caixote era jogado fora ou simplesmente dado. Então íamos até lá e pegávamos vários caixotes de madeira, todos grátis. Ainda me lembro que nos caixotes vinha impressa a frase: “MANZANAS ARGENTINAS”. Então levávamos vários caixotes para casa. Cada um caixote e meio, dava para fazer um caminhão.





segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Cozinha de Madeira

Minha linda cozinha em madeira: lembro tão bem dela, de brincar, dos detalhes... Aquelas gavetinhas coloridas acima da pia eram de plástico e não perdi nenhuma, mas a torneira me parece que sim... da mesinha e das cadeiras não lembro, acho que quando estava mais crescida elas já tinham se perdido. Os pegadores dos armários eram de plástico vermelho. Encontrei uma única foto (colorida!) dela na Internet  com uma moça deitada na frente, ki ódio!!!!



domingo, 9 de setembro de 2018

Calhambeque de Pedal, da Estrela

Vou iniciar alguns posts sobre brinquedos que eu tive  e que ainda não voltaram...

Como era lindo o meu calhambeque de madeira de pedal; tinha placa  B.E. 9240  e grandes lanternas (de plástico) amarelas e buzina (à ar?).

O assento amarelo era de plástico estofado.

Na frente, a manivela (que fazia o papel do que hoje chamamos de motor de arranque).

Na traseira, avisava: Não Sou Impala Mas Quebro o Galho.

Minha mãe deu o calhambeque antes da hora sem perguntar e eu mandei ela buscar de volta! Depois, ele se foi.


Eu e meu Calhambeque

A buzina

A manivela


Foto:



terça-feira, 30 de maio de 2017

O Futuro Engenheiro, da Coluna - O Tijolinho Mágico, da Brinquedos Paraná

Quem cresceu nos anos 1960 e 1970 deve lembrar daqueles tijolinhos para se construir casas, castelos, cidades. Eu adorava. Do meu brinquedo de infância, só o que sobrou foi um único tijolinho laranja: uma janela. Pelo modelo dela (as janelas têm formatos diferentes, dependendo do fabricante), provavelmente fazia parte d'O Futuro Engenheiro, da Coluna.

Também havia O Tijolinho Mágico (da Brinquedos Paraná) e outros, lançados muito antes dos anos 1960. Leia sobre a história deles aqui.

O Futuro Engenheiro, da Coluna

Consegui um pequeno conjunto em caixinha de papelão (20,5 cm x 13,5 cm x 2,5 cm). Eles eram vendidos, inicialmente, em caixas de madeira; mais tarde, vinham em caixas de papelão de vários tamanhos (com mais ou menos peças) e tiveram duas caixas diferentes. Mas o fabricante que lançou o brinquedo com este nome primeiro foi a Fábrica de Brinquedos Guilherme Seiler, de Curitiba (localizada na Av. Iguaçu 2982, ao lado do Colégio Estadual Lysimaco Ferreira da Costa); este fabricante tinha uma logomarca com um ganso. Seus produtos eram todos de madeira: além dos tijolinhos, encontrei boliche e outros jogos, além da minha Carroça Coberta.

O Tijolinho Mágico, da Brinquedos Paraná

A fábrica tinha sede também em Curitiba. Consegui um conjunto em uma grande caixa de madeira (30 cm x 34 cm x 3,5 cm), com 102 peças; era também lançado em caixas menores. Pelo número de telefone que aparece na etiqueta colada no fundo da caixa, este brinquedo pode ser dos anos 1970, pois o prefixo tem 2 números; não sei quando ocorreu a mudança, mas lembro até hoje do número lá de casa nos anos 1960: 4 números, com prefixo de 1 número apenas.



Estes tijolinhos de construção eram e continuam sendo populares e são fabricados até hoje. Havia o Pequeno Arquiteto, dos anos 1980 ou 1990 e atualmente existem os da Xalingo com o nome de Brincando de Engenheiro (caixas com 42, 53, 73, 120 ou 200 peças e versões Cidade do Futuro, Coliseu, Londres, Memória, Torre de Engenheiroe os da CiaBrink com o nome de Pequeno Construtor a qualidade de ambos é inferior, no entanto: as peças são somente pintadas e não em alto-relevo.

ATÉ HOJE NÃO CONSEGUI DESCOBRIR QUAL É A ORIGEM DESTE BRINQUEDO. 99% de nossas bonecas e brinquedos eram licenciados (e acredito que continuam sendo) por fabricantes estrangeiros, mas não encontrei esses tijolinhos coloridos de madeira em nenhum lugar.
 
ATUALIZAÇÃO 

Finalmente a origem do brinquedo foi revelada* – e é brasileira: foi a gaúcha Norma Laura Baumhardt Minatto (1926-2012) quem criou os bloquinhos coloridos em 1956! Ela foi a principal acionista da Xalingo, que fabrica o brinquedo até hoje.

 
*Folha de S. Paulo, 19/03/2022 - Bloquinhos de Montar Foram Inventados Por Dona Norma nos anos 1950

ATUALIZAÇÃO

A matéria da Folha não está correta; veja [aqui] a verdadeira origem do brinquedo e também mais detalhes do logotipo do ganso/pato/marreco/cisne.


O Futuro Engenheiro
Coluna




 O Tijolinho Mágico
Brinquedos Paraná






O único tijolinho da minha infância
que sobrou (2,5 x 2,5 cm)
Pelo modelo da janela, fazia parte
do O Futuro Engenheiro, da Coluna.




Relógios

O Tijolinho Mágico,
O Futuro Engenheiro
Pequeno Arquiteto
Brincando de Engenheiro
Pequeno Construtor


 O Pequeno Arquiteto
Anos 1980 ou 1990


Brincando de Engenheiro
Xalingo



Pequeno Construtor
CiaBrink




Logomarca
Guilherme Seiler


Um brinquedo semelhante da
Brinquedos Papagaio/Indústrias Haltrich,
muito antigo: Construfirme
(brinquedo à venda no Mercado Livre)



domingo, 13 de julho de 2014

Carroça Coberta, da Fábrica de Brinquedos Guilherme Seiler

Carroça com banco e barril acoplado de madeira e toldo de pano com armação de ferro; com rodinhas. Dois cavalos (pintados, um preto e outro vermelho), também de madeira, que se encaixam em uma base com rodinhas. No toldo lembro que havia figuras de papel com temas natalinos coladas: laços, sinos não sei se porque era um presente de Natal ou se veio assim de fábrica.

A carroça coberta (em inglês: covered wagon ou prairie schooner) é um tipo de carroça usado como meio de transporte e que se tornou, pela grande utilização nas rotas chamadas Emigrant Trail um símbolo do Velho Oeste dos Estados Unidos. Fonte: Wikipédia

A Fábrica de Brinquedos Guilherme Seiler tinha como logomarca um ganso (eu acredito que seja um ganso, pois seu pescoço é longo, diferentemente ao dos patos). As etiquetas ainda estão coladas no fundo do Carroção e no fundo da base dos cavalos  chamo de Carroção porque ele é bem grande: 41,5 cm de comprimento, 20 cm de largura e 14 cm de altura, bem maior que as carroças cobertas daqueles brinquedos da Casablanca, sobre os quais eu falo um pouco aqui.

Na Internet, vi uma caixa de madeira do Futuro Engenheiro (os famosos tijolinhos) com o mesmo logotipo e conjuntos do mesmo brinquedo à venda da Fábrica de Brinquedos Guilherme Seiler de Curitiba (localizada na Av. Iguaçu 2982, ao lado do Colégio Estadual Lysimaco Ferreira da Costa), mas sem o logo da ave. O fabricante curitibano teria lançado os tijolinhos no Brasil muito antes dos Brinquedos Coluna; seus produtos eram todos de madeira: além dos tijolinhos, encontrei boliche e outros jogos.

Leia mais sobre Guilherme Seiler e sua fábrica aqui.





Marca Registrada
Indústria Brasileira


Pato vs Ganso


Natal 1965
O Carroção no canto direito inferior;
dá para ver as figuras coladas no toldo


O cavalo do Carroção com o cavalinho da
boneca Flexy e o cavalo da boneca Tippy


Joguinho da Fábrica de
Brinquedos Guilherme Seiler
com um ganso (pato?) na tampa da caixa